Sintra – Monserrate

Este fim de semana foi tudo sobre leg day!

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Domingo, e o dia começou às 6.30h. Às 9.20h, já depois de muitas voltas de carro, o guia esperava-nos em frente à Adega de Colares. A caminhada tinha cerca de 14 kms mas no total andámos uns 15.

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Por azar, ou por ser uma caminhada abençoada, fizemos muito caminho debaixo de chuva, mas antes assim do que um calor insuportável. Chegar às Azenhas do Mar deve ter sido a parte mais compensadora do percurso todo – isto além da parte de nos sentarmos no carro para ir até ao Palácio e do Palácio para casa. Nunca estar sentado num carro soube tão bem.

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O caminho era dividido por zonas mais residenciais e outras mais isoladas com terrenos etc. Também tivemos de passar por uma ponte de madeira com um nível de segurança BEM BAIXO já que não havia nada nas laterais para nos apoiarmos.

Tirando isso não houve grandes precalços. Só um “tens uma aranha nas calças, mas não te preocupes, é pequena”.

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Correu tudo bem e foi bom. Tinha muitas expectativas sobre o Palácio, que afinal é bem mais pequeno do que pensei que fosse. Os Jardins dão 10 a 0 à Quinta das Lágrimas. Está tudo arranjado e bonitinho e deve ter sido, para variar, a minha parte preferida.

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Fiquei com vontade de voltar mas para passar a tarde inteira pelos jardins deitada na relva a não fazer absolutamente nada.

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Bolo de chocolate para-quem-não-se-quer-desgraçar-muito

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Às vezes dá aquele aperto no coração e uma pessoa sente as veias a pedirem açúcar. Pronto, as veias não pedem açúcar mas nós estamos a ressacar de qualquer coisinha doce mas não dá tempo para ir fazer um bolo ou porque não apetece ou porque não há ovos suficientes e o supermercado fica longe e não dá vontade de ir calçar os sapatos só para ir buscar ovos. Sim, eu sou essa pessoa.

Fazer um bolo inteirinho é só um motivo para comermos porcaria todos os pequenos-almoços e lanches dessa semana. Ou sou só eu? Espero que não.

Este bolo da caneca é a salvação. Faz-se em três minutos e consome-se em…uns três minutos também. Por isso seis minutos depois têm mais umas calorias no bucho mas sentem-se estupidamente felizes.

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É tão simples como isto:
2 colheres de chocolate em pó + 2 colheres farinha + 2 colheres de açucar e misturar
juntar 1 ovo, 2 colheres de leite e 2 colheres de óleo e misturar
levar ao microondas por 3 min. na potência máxima
saborear devagarinho, ou não, como quiserem!

*a colher é de sopa

E a melhor parte é que só têm mesmo a caneca e a colher para lavar!

Quão melhor pode isto ser?

PT | #7 Roadtrip Porto – Passeio de barco

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Digam-me que esta cidade não é linda?

Eu vejo-me a viver no Porto. E eu sou bem esquisita com cidades, porque para eu viver em algum lado tem obrigatoriamente de ter rio ou mar ou oceano perto.

Há sempre novidades, e eu gosto de cidades com novidades. É preciso haver exposições, concertos, eventos de desporto, restaurantes novos, para sentir que uma cidade tem vila, e e se morasse no interior acho que dava a louca.

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Mas o Porto tem tanto turista, tanto movimento (nem é só a Foz, Gaia também, e até Matosinhos!), tantos barquinhos, tanta esplanada boa que dá vontade de ficar ali. Até correr na marginal ao final da tarde teve ser bom! – é claro que digo isto mas, na prática, se lá vivesse não me acredito que me avistassem a correr, haja pulmão.

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O dia começou assim, bem cinzentinho. Deu-nos tempo para chegar a Gaia à Serra do Pilar e depois começou a aparecer o Sol. Era moça para me habituar.

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PT | #6 Roadtrip Costa Nova – Aveiro

Depois da paragem em Coimbra para a Quinta das Lágrimas, um mega almoço de pizza e uma voltinha pelo Parque da Sereia, seguimos caminho em direcção a Aveiro e à Costa Nova.

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Portugal é um país pequeno que até pode caber numa foto 10×15 de uma ponta à outra, mas com muita diversidade. E temos praias lindas e maravilhosas. Eu não conhecia a Costa Nova e deu muita vontade de marcar um fim de semana num hotel para ficar a conhecer melhor.

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As casinhas típicas da Costa nova são às riscas (listradas) – e eu não lhes tirei uma única foto. Há umas verdes e brancas, azuis e brancas, vermelhas e brancas, amarelas e brancas. Eu não sabia, mas as primeiras casa foram construídas por pescadores, eram só uma divisão grande para guardar a tralha da pesca, só com o tempo é que foram alteradas para habitação. Há até a versão mais moderna, que já tem varanda e quintal e tudo, mas continua a ser pintada às riscas – confesso que não têm o mesmo encanto que as outras.

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Parámos o carro mesmo junto à praia e ficamos lá uma hora e meia quase duas até ao pôr do Sol. Estava praticamente deserta. O areal é gigante – mas não tão gigante como o da Figueira da Foz, e pude ver a ex-casa do Jorge – o Farol da Barra.

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Se vierem até Portugal e estiverem em Aveiro aconselho muito a dar um salto à Costa Nova. Fica a uns 15 minutos de carro e vale a pena!

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PT | #5 Roadtrip Coimbra – A Quinta das Lágrimas

Como já contei sobre a ida para Nazaréo almoço pela Figueira da Foz e o Portoo tourzinho pelas caves de vinho do Porto,  e por último uma hamburgaria bem boa e os Jardins do Palácio de Cristal. Depois disto, na vinda para casa, passámos por Coimbra.

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Estávamos tão cansadas que acabámos por não ver muita coisa – e para falar a verdade depois de visitar a Quinta das Lágrimas almoçámos no primeiro restaurante aberto que nos apareceu à frente – por acaso foi uma PizzaHut.

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(um restinho de gipsofila de um casamento que aconteceu lá na quinta – digam-me, quem é que quer casar num lugar onde o amor morreu, literalmente? não perceberam? continuem a ler!)

A Quinta é um espaço bem grande, com muitos jardins, e um palácio do séc. 19 transformado em hotel. Houve muita vontade de invadir o jardim do hotel e cair “acidentalmente” na piscina porque estava o maior bafo desta vida.

O que podem ver na Quinta das Lágrimas? Além de lagos, jardins meio mal cuidados e algumas flores bonitas, podem ver a Fonte dos Amores – que em inglês fica um bocado ridículo “The Pipe of Love” (soa a cano do amor – muito estranho), um dos símbolos do amor de D. Pedro I, um dos reis de Portugal por D. Inês de Castro.

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D. Inês foi assassinada porque era só uma fidalga e não podia (ou não deveria, segundo a realeza e porque a sociedade sempre foi uma bosta desde os primórdios. É só uma ligeira desigualdade social!) manter uma relação com um futuro Rei.

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Por isso Camões chamou à outra fonte  “Fonde das Lágrimas” porque nasceu das lágrimas de D. Inês (muito poético) e o seu sangue terá ficado marcado nas rochas que ladeiam a fonte. (Agora digam-me, ainda casavam lá? está amaldiçoado desde o início!)

As filhas do Mondego, a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E por memória eterna em fonte pura
As Lágrimas choradas transformaram
O nome lhe puseram que ainda dura
Dos amores de Inês que ali passaram
Vede que fresca fonte rega as flores
Que as Lágrimas são água e o nome amores
Os Lusíadas, canto III.
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O espaço é bonito, mas não achei muito bem tratado. Tem vários tipos de jardim – Jardim Ingês, Jardim japonês, jardim só com bamboo, e também tem muita mata. Preparem-se para um leg day!

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Como símbolo do amor de Pedro e Inês, as pessoas começaram a deixar bilhetes de amor presos nas árvores (e até rótulos de garrafa de água)

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PT | #4 Roadtrip Porto – Boulevard Burger House & Palácio de Cristal

Ainda que de férias, a pessoa tenta não comer demasiadas porcarias (há sempre hipótese, basta querermos, o problema é que às vezes não queremos mesmo!…) e à excepção de uma coisinha ou outra até consegui. Comemos bastante peixe, refeições caseiras e saladinhas! Abdiquei da francezinha – sim, eu sou a pessoa que comeu solha com arroz de tomate em vez disso – e não sinto culpa nenhuma! Estou a guardar-me para a francezinha vegetariana ♥

O Boulevard Burger House foi aconselhada pela Mariana mentira, o que ela aconselhou foi o Munchie mas estavamos com tanta fome que foi o primeiro que encontrámos, porque era junto dos Jardins do Palácio de Cristal que ainda queríamos visitar antes de ir ver Aveiro e as casinhas da Costa Nova. O hamburger vegetariano pelo menos está mais-que-aprovado e eu diria que é tão bom ou melhor que o do Burger Factory, na Lx Factory! (falo noutro post) (ai, e aquela maionese com lima também estava qualquer coisa ♥) 

Ia sem expectativas sobre o palácio de Cristal, que é um grande Jardim onde fica o Pavilhão Rosa Mota e não fiz grande investigação sobre o que era mesmo imperdível, mas se tivesse de dar conselhos a alguém, diria que o Palácio de Cristal é um deles.

Ao contrário do fiasco da Quinta das Lágrimas em Coimbra, os Jardins do Palácio de Cristal estão limpos, bem tratados e o espaço (e as vistas) valem muito a pena.

Garanto que ao vivo é ainda mais bonito! ♥

PT | Porto #3 Roadtrip – desta vez fui à turista mesmo!

Nestes dias que estivemos pelo Porto, por estarmos meio “em casa” mas numa casa que ainda não conhecemos bem, quisemos ver a experiência de viver a cidade como turistas (e menos como viajantes) e uma das coisas imperdíveis que todo o turista faz é: dar uma volta de barco pelo Douro e visitar uma cave de vinho do Porto.

Em quase todo o lado é vendido em pack, primeiro o barco e depois a visita às caves. Há muitas por onde escolher e há sempre barquinhos a sairem do cais e pessoas a perguntarem se querem comprar bilhete. Os valores não variam muito e nós optámos pelas Caves Ferreira.

Não bebo vinho nem aprecio por isso não era uma coisa que eu fizesse muita questão de ver, mas como estava incluído no pack passeio de barco mais caves, alinhei. Estas pertencem à Quinta D. Antónia. A guia era simpática, falava pausadamente e ia explicando as coisas com umas pausas pequenas para respirar. Deve ser uma seca dizer aquele discurso todos os dias e ter de parecer tão entusiasmada como no primeiro dia. (sim eu penso nestas coisas)

Deu para aprender sobre o vinho branco, tinto e o tawny, o que se deve beber como digestivo, o que deve acompanhar sobremesas, os 19,5% de alcool, ler o que está escrito nos barris ou pipas ou os outros gigantes que não me lembro o nome. A quantidade de vinho, a fermentação etc.


Para mais uma enchente de fotos cliquem para ler mais

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